Domingo, Maio 06, 2007 

Suicídios de grupo no Japão

"I don’t have any equipment ready, but my mind is ready to die anytime. I failed to commit suicide once in the past when I thought I should turn over a new leaf and try my hand at life again. But the black shadow in my heart remains. I’m always tired now. I want to go to sleep, never to wake up … I’m seeking someone who would come along to death’s river with me … "

Um perturbante artigo sobre um fenómeno crescente no Japão: o suicídio de grupo. Pessoas que não se conhecem, encontram-se em sites da Internet dedicados ao tema, conversam combinam um dia e um local e encontram-se para se suicidar em grupo. “Let’s Die Together”, por David Samuels.

"Like suicide terrorism in Iraq and elsewhere in the Muslim world, Japanese group suicide cannot be explained as a simple by-product of poverty, lack of education, or other common social ills. Many suicide victims went to good schools, had decent jobs, were raised in two-parent families, and could be seen as ordinary citizens of Asia’s safest and richest democracy. What Japanese and Arab Muslim cultures have in common is a powerful aversion to shame and a deep undercurrent of sympathy for martyrs. Those who embrace death can cancel out shame and dishonor and even become heroes through actions that make Western individualists shudder.", escreve Samuels.

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Os interrogatórios que permitiram localizar Zarqawi

“The Ploy”, por Mark Bowden, publicado no número de Maio de 2007 de "The Atantic Monthly", é um interessante artigo cujo objectivo parece consistir em mostrar como as equipas americanas que fazem os interrogatórios aos prisioneiros no Iraque (e noutros locais) são sumamente competentes, organizadas como um perfeito mecanismo de relojoaria, reunindo um extraordinário leque de competências encarnado pela fina-flor das Forças Especiais, dos serviços de informação e da sociedade civil (através das inúmeras empresas subcontratadas pelo Departamento de Defesa) e como conseguem chegar às informações que querem sem recorrer à tortura.

Na realidade, porém, a ideia que é transmitida neste trabalho de investigação jornalística é algo diferente: o elemento da Task Force 145 cujo interrogatório levou à localização de Abu Musab al-Zarqawi, conseguiu essa proeza desobedecendo sistematicamente, ao longo de vários dias, a ordens directas para abandonar o interrogatório de um dado prisioneiro; a rivalidade entre as várias equipas de interrogadores deu origem a inúmeros conflitos que estão muito longe do profissionalismo esperado de profissionais deste calibre; não se entende a racionalidade que possa estar por trás de certas ordens das chefias; a informação de base sobre o Iraque recebida pelos interrogadores antes de estes serem enviados para o teatro de operações é de uma superficialidade confrangedora, etc.

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Terça-feira, Maio 01, 2007 

O reino no armário ou a homossexualidade na Arábia Saudita

A sodomia é punida com a pena de morte na Arábia Saudita e a homossexualidade em geral é severamente condenada pela lei e pelo islão - que neste país são uma e a mesma coisa. Mas, por estranho que isso possa parecer, o reino saudita é um paraíso para os gays - ou pelo menos foi isso que a repórter Nadya Labi, do "The Atlantic Monthly" concluiu.
A reportagem "The Kingdom in the Closet", publicada no número deste mês, mostra como uma sociedade que segrega violentamente os sexos e que condena o sexo fora do casamento de forma violenta, cria incentivos à experimentação homossexual e oferece múltiplas oportunidades para a sua prática continuada.
Não há nada mais normal na Arábia Saudita que homens que procuram a companhia de homens e que se afastam de mulheres ou mulheres que procuram a companhia de outras mulheres e se afastam de homens. Para um saudita, não há nada de aparentemente mais virtuoso.

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