"The Agitator" é Oriana Fallaci. Um provocante retrato da provocante jornalista italiana feito por Margaret Talbot no "The New Yorker" de 5 de Junho de 2006. Os três últimos livros publicados por Oriana Fallaci, que fará 77 anos no próximo dia 29, (“The Rage and the Pride”, “The Force of Reason" e “The Apocalypse") deram origem a uma violenta polémica que ainda não se acalmou. Neles a jornalista e escritora adopta uma posição claramente anti-muçulmana que lhe valeu acusações de racismo e o apoio de forças políticas pouco recomendáveis. Fallaci pensa que a Europa está a ser invadida pelos imigrantes muçulmanos e que a tolerância europeia está a ser aproveitada e abusada pelos adeptos de uma religião que despreza os direitos humanos e que não é mais que o nazi-fascismo da actualidade.
Embora não conhecendo o teor completo das ideias da Srª, atrevo-me a considerar útil que alguém chame os bois pelo nome.Parece-me por demais evidente, que os muçulmanos fogem ao modo de vida dos seus países para viver no conforto, que as democracias podem proporcionar a todos.
Mas, trazem consigo, a causa dos males dos seus próprios países.Pior do que isso, tentam impor a sua forma de estar, aproveitando-se da tolerância,que desprezam como um sinal das nossas "fraquezas".À tolerãncia respondem com arrogância e prepot^ncia, dando até protecção e apoio às facções mais violentas que semeiam o ódio e a destruição.
As hoje democracias ocidentais têm no seu passado colonialista, idênticas atitudes impositivas, violentas e destrutivas.
"qualquer coisa é melhor que uma guerra...uma comunidade politica é constituida por pessoas que se cansaram da violência, para as quais determinados sofrimentos não valem a pena e que preferem um compromisso razoável."Isto afirma Daniel Innerarity em "a Transformação da Politica", entre tantas outras coisas de valor ,mas que me parecem dificeis de aceitar por quem baseia a sua atitude na convicção irredutivel, das suas crenças religiosas.Isto será aplicável na mesma medida, aos crentes de outras religiões nomeadamente cristãs, que se organizam de forma a poderem de novo afirmar-se como donas indiscutiveis da verdade.A intolerância está na ordem do dia, é cada vez mais dificil afirmar-se como laico,não crente , por mais incrivel que possa parecer.
Parece-me por isso importante que se chamem os bois pelo nome.É necessário lançar o debate para evitar males maiores.
Publicado por
ToniDangeroso |
2:19 PM